domingo, 2 de fevereiro de 2014

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Oração a mim mesma


Que eu me permita olhar e escutar e sonhar mais.
Falar menos.
Chorar menos.
Ver nos olhos de quem me vê a admiração que eles me têm
e não a inveja que prepotentemente penso que têm.
Escutar com meus ouvidos atentos
e minha boca estática,
as palavras que se fazem gestos
e os gestos que se fazem palavras.
Permitir sempre escutar aquilo que eu não tenho me permitido escutar.
Saber realizar os sonhos que nascem em mim e por mim
e comigo morrem por eu não os saber sonhos.
Então, que eu possa viver
os sonhos possíveis
e os impossíveis;
aqueles que morrem
e ressuscitam
a cada novo fruto,
a cada nova flor,
a cada novo calor,
a cada nova geada,
a cada novo dia.
Que eu possa sonhar o ar, sonhar o mar,
sonhar o amar, sonhar o amalgamar.
Que eu me permita o silêncio das formas,
dos movimentos,
do impossível,
da imensidão de toda profundeza.
Que eu possa substituir minhas palavras
pelo toque,
pelo sentir,
pelo compreender,
pelo segredo das coisas mais raras,
pela oração mental (aquela que a alma cria e
que só ela, alma, ouve e só ela, alma, responde).
Que eu saiba dimensionar o calor, experimentar a forma,
vislumbrar as curvas, desenhar as retas, e aprender o sabor da exuberância que se mostra nas pequenas manifestações da vida.
Que eu saiba reproduzir na alma a imagem que entra pelos meus olhos, fazendo-me parte suprema da natureza, criando-me
e recriando-me a cada instante.
Que eu possa chorar menos de tristeza e mais de contentamentos.
Que meu choro não seja em vão,
que em vão não sejam
minhas dúvidas.
Que eu saiba perder meus caminhos, mas saiba recuperar meus destinos com dignidade.
Que eu não tenha medo de nada, principalmente de mim mesmo:

Que eu não tenha medo de meus medos!
Que eu adormeça toda vez que for derramar lágrimas inúteis,
e desperte com o coração cheio de esperanças.
Que eu faça de mim um homem sereno
dentro de minha própria turbulência,
Sábio
dentro
de meus
limites
pequenos
e inexatos,
humilde diante de minhas grandezas tolas e ingênuas
(que eu me mostre o quanto são pequenas minhas grandezas
e o quanto é valiosa minha pequenez).
Que eu me permita ser mãe, ser pai, e, se for preciso,
ser órfão.
Permita-me eu ensinar o pouco que sei
e aprender o muito que não sei,
traduzir o que os mestres ensinaram e compreender a alegria
com que os simples traduzem suas experiências;
respeitar incondicionalmente o ser;
o ser por si só,
por mais nada que possa ter além de sua essência,
auxiliar a solidão de quem chegou,
render-me ao motivo de quem partiu
e aceitar a saudade de quem ficou.
Que eu possa amar e ser amado.
Que eu possa amar mesmo sem ser amado,
fazer gentilezas quando recebo carinhos;
fazer carinhos mesmo quando não recebo gentilezas.
Que eu jamais fique só, mesmo quando eu me queira só.
Amém.
Oswaldo Antonio Begiato

 


 

sábado, 1 de junho de 2013

Todo Casal Deveria Ler - Texto Arthur Tavola

Gente, aaaaaamo este texto do Arthur Távola.

Para abrirmos este mês dos namorados, o mês mais romântico do ano, aqui vai a primeira mensagem.

Não sei nem se já publiquei pro aqui, mas mesmo que sim, vale a pena rever.

Ah, e quem quiser pode enviar por e-mail mensagens românticas que estarei publicando.

Beijos e um grande amor a todas!

Todo Casal Deveria Ler

"Por mais que o poder e o dinheiro tenham conquistado uma ótima posição no ranking das virtudes,o amor ainda lidera com folga.Tudo o que todos querem é amar.

Encontrar alguém que faça bater forte o coração e justifique loucuras. Que nos faça entrar em transe, cair de quatro, babar na gravata.

Que nos faça revirar os olhos, rir à toa, cantarolar dentro de um ônibus lotado. Tem algum médico aí??

Depois que acaba esta paixão retumbante, sobra o que?

O amor. Mas não o amor mistificado, que muitos julgam ter o poder de fazer levitar.

O que sobra é o amor que todos conhecemos, o sentimento que temos por mãe, pai, irmão, filho.

É tudo o mesmo amor, só que entre amantes existe sexo. Não existem vários tipos de amor, assim como não existem três tipos de saudades, quatro de ódio, seis espécies de inveja.

O amor é único, como qualquer sentimento, seja ele destinado a familiares, ao cônjuge ou a Deus.

A diferença é que, como entre casados não há laços de sangue, a sedução tem que ser ininterrupta.

Por não haver nenhuma garantia de durabilidade, qualquer alteração no tom de voz nos fragiliza,e de cobrança em cobrança acabamos por sepultar uma relação que poderia ser eterna.

Casaram.

Te amo prá lá, te amo prá cá. Lindo, mas insustentável.

O sucesso de um casamento exige mais do que declarações românticas.

Entre duas pessoas que resolvem dividir o mesmo teto, tem que haver muito mais do que amor, e às vezes nem necessita de um amor tão intenso.

É preciso que haja, antes de mais nada, respeito.

Agressões zero. Disposição para ouvir argumentos alheios.

Alguma paciência. Amor, só, não basta.

Não pode haver competição. Nem comparações.

Tem que ter jogo de cintura para acatar regras que não foram previamente combinadas.

Tem que haver bom humor para enfrentar imprevistos, acessos de carência, infantilidades.

Tem que saber levar. Amar, só, é pouco.

Tem que haver inteligência.

Um cérebro programado para enfrentar tensões pré-menstruais, rejeições, demissões inesperadas, contas pra pagar.

Tem que ter disciplina para educar filhos, dar exemplo, não gritar.

Tem que ter um bom psiquiatra.

Não adianta, apenas, amar.

Entre casais que se unem visando a longevidade do matrimônio tem que haver um pouco de silêncio, amigos de infância, vida própria, um tempo pra cada um.

Tem que haver confiança. Uma certa camaradagem, às vezes fingir que não viu, fazer de conta que não escutou.

É preciso entender que união não significa, necessariamente, fusão. E que amar, "solamente", não basta.

Entre homens e mulheres que acham que o amor é só poesia, tem que haver discernimento, pé no chão, racionalidade.

Tem que saber que o amor pode ser bom, pode durar para sempre, mas que sozinho não dá conta do recado.

O amor é grande mas não é dois.

É preciso convocar uma turma de sentimentos para amparar esse amor que carrega o ônus da onipotência.

O amor até pode nos bastar, mas ele próprio não se basta.

Um bom Amor aos que já têm!

Um bom encontro aos que procuram!

E felicidades a todos nós!"

sexta-feira, 31 de maio de 2013

As Mamães com carinho

Bom já estamos terminando o mês das mães, e gostaria de encerrar o mês deixando esta mensagem.


Todos nós temos em comum, o fato de nossas mães fazerem parte de nossas vidas.


Umas mais, outras menos, mas isso não importa, o mais relevante são as lições que elas nos deixam ou deixaram a cada dia.


No meu caso, tenho muito a agradecer a minha mãe Nalzira, pois hoje estou casada, com uma filha e com toda a minha independência, ela continua sendo o meu porto seguro. Minha mãe me ajudou muito e continua me ajudando, ajudou diretamente na formação do meu caráter, na valorização da família, na responsabilidade do dia a dia, enfim, tudo o que foi de muito importante, como a educação e respeito ao próximo, entre outras necessidades básicas para a minha convivência diária com o mundo. ‘

Acredito que isso tudo se resume em uma única palavra, a mensagem mais importante que uma mãe pode passar para um filho, que é a “ importância do amor”.

Isso tudo é o que minha mãe passou para mim nesses anos todos, e que hoje como mãe, posso compreender e transmitir para a minha filha.

Uma mãe demonstra o amor na pratica com tudo o que elas carregam de bom no coração.

No dia a dia, podemos perceber claramente o quanto nós mães nos dedicamos ao nosso rebento, o quanto nos desprendemos de nós mesmos para favorecer os nossos filhos. Isso tudo é amor.

Então que possamos nunca nos esquecer das lições recebidas, do amor das nossas mães, e que possamos multiplicar não só com os nossos filhos, mas com o mundo, para um mundo melhor.

Um grande beijo a todas as mamães em especial a minha e a vocês minhas amigas que me acompanham.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Palavra Sincera

Você sabia que a palavra sincera foi criada pelos romanos?
Eles fabricavam certos vasos com uma cera especial tão pura e perfeita que os vasos se tornavam transparentes.
Em alguns casos era possível distinguir os objetos guardados no interior do vaso
Para um vaso assim, fino e límpido, diziam os romanos:
Como é lindo! Parece até que não tem cera!
Sine cera queria dizer sem cera, uma qualidade de vaso perfeito, finíssimo, delicado, que deixava ver através de suas paredes.
Com o tempo, o vocábulo sine cera se transformou em sincero e passou a ter um significado relativo ao caráter humano.
* * *
Sincero é aquele que é franco, leal, verdadeiro, que não oculta, que não usa disfarces, malícias ou dissimulações. A pessoa sincera, à semelhança do vaso, deixa ver, através de suas palavras, os nobres sentimentos de seu coração.
Assim, procuremos a virtude da sinceridade em nossos corações. Sim, pois na forma de potencialidade, ela está lá, aguardando o momento em que iremos despertá-la e cultivá-la em nossos dias.
Se buscamos a riqueza do espírito, esculpindo seus valores ao longo do tempo, devemos lembrar da sinceridade, desse revestimento que nos torna mais límpidos, mais delicados.
Por que razão ocultar a verdade, se é a verdade que nos liberta da ignorância?
Por que razão usar disfarces, se cedo ou tarde eles caem e seremos obrigados a enfrentar as consequências funestas da mentira?
Por que razão dissimular, se não desejamos jamais ouvir a dissimulação na voz das pessoas que nos cercam?
Quem luta para ser sincero conquista a confiança de todos, e por consequência seu respeito, seu amor.
Quem é sincero jamais enfrentará a vergonha de ser descoberto em falsidades.
Quem luta pela sinceridade é defensor da verdade do cristo, a verdade que liberta.
* * *
Sejamos sinceros, lembrando sempre que essa virtude é delicada, é respeitosa, jamais nos permitindo atirar a verdade nos rostos alheios como uma rocha cortante.
Sejamos sinceros como educadores de nossos filhos. Primemos pela honestidade ensinando-lhes valores morais, desde cedo, principalmente através de nossos exemplos.
Sejamos sinceros e conquistemos as almas que nos cercam.
Sejamos o vaso finíssimo que permite, a quem o observa, perceber seu rico conteúdo.
Sejamos sinceros, defensores da verdade acima de tudo, e carreguemos conosco não o fardo dos segredos, das malícias, das dissimulações, mas as asas da verdade que nos levarão a voos cada vez mais altos.
Por fim, lembremo-nos do vaso transparente de Roma, e procuremos tornar assim o nosso coração.

Redação do Momento Espírita

sexta-feira, 17 de maio de 2013

10 Anos Em Boa Companhia


Hoje um dia especial... 

Afinal são 10 anos de casamento. Uma década de união, amor, paixão, dedicação e realizações.
 
A tão famosa Bodas de Estanho.

 O significado do Estanho na comemoração das bodas de 10 anos é:

“Preservação e Longevidade”.

 E este, é o meu desejo. Que Deus preserve o que de precioso ele tem depositado no decorrer dos anos e em específico neste ano nas nossas vidas.

Que Deus preserve nossas vidas, nossa união, nossa filha e o nosso anjo o Astor. Que muitas outras bodas venham.

Ouvi dizer que as bodas de 10 anos de casamento é o primeiro dos aniversários mais importante,  não acho bem que é bem assim,  Pois cada ano que completamos juntos, foi tão importante quanto este, foram degrauzinhos que subimos e construímos juntos.
Para comemorar as bodas de Estanho ou Zinco é preciso pensar sobre a durabilidade do compromisso de um com o outro durante toda uma década.
Há 10 anos casados, mas na verdade são 21 anos que tenho a  felicidade de caminhar por esta vida ao seu lado, e há 3 anos, recebemos a benção que consolidou o nosso casamento,  a nossa pequena Maria Fernanda.
Levando em consideração as características dos metais utilizados para nomear estas bodas, o estanho se caracteriza por ser altamente maleável (posso considerar que você é o estanho no nosso relacionamento), possui ponto de fusão bastante baixo, sendo por isso muito utilizado para soldas, sendo que resiste bem a corrosão. já o zinco também resiste a corrosão, é usado como metal de “sacrificio” na proteção nas ligas de aço e ferro, sendo o primeiro a corroer no lugar dos mesmos. (O zinco, neste caso eu, abrindo mão do meu orgulho e aprendendo a ceder). O que podemos tirar a esta altura da vida a dois, é que devido a convivência nos tornamos maleáveis, embora ao mesmo tempo com um ponto de fusão baixo, fervemos em algumas discussões, porém podemos nos sacrificar para proteger metais mais nobres (valores) que perduram mais tempo na relação.
Por mais que a caminhada as vezes pareça dura, fazê la a dois nos dá mais força para enfrentar a jornada da vida. E só tenho a agradecer por você ser este homem abençoado (chatinho de vez em quando), um pai amoroso, marido companheiro e de um coração do tamanho do mundo.
Quem nos conhece sabe que somos completamente diferentes, mas que direcionamos a nossa vida por um mesmo fio condutor, que preza os valores humanos, acima de tudo.
Obrigada coração, por me permitir caminhar ao seu lado.